Crescimento Vegetativo – O segundo dos Sete segredos das Metas Comerciais

Cada coisa tem sua própria natureza, crescem ou reduzem de forma autônoma. Assim é com a nossa vida, amores e desejos e com nossa vida comercial. Logo, queiramos ou não, a gestão de nossa Singular será impactada por fatores mercadológicos externos, para os quais, muitos deles são tão discretos e sorrateiros que corroem a perpetuação de muitas de nossas co-irmãs.

Há temas relevantes que estão ainda sendo geridos de forma discreta em muitas Singulares, minando seus resultados no médio e longo prazo. Um destes é a desatenção com os efeitos nocivos do crescimento vegetativo sobre todos os saldos administrados pela Instituição. Há dois anos já apresentamos este tema de forma hiper-detalhada no artigo Governança – É prudente expurgar o Crescimento Vegetativo, o qual se encontra postado em nosso site. Sabemos que seu conteúdo realmente tornou efetivo o Planejamento Estratégico, Planos de Ações e Metas de muitas das Singulares leitoras de nossos artigos, ao ponto de seus gestores não mais admitirem tratar de qualquer evolução de seus saldos sem ponderar o efeito do Crescimento Vegetativo.

Contudo, pela dinâmica de nossa atividade em contatos diários com inúmeras Singulares, clientes ou não, afirmamos que ainda é preocupante o número de nossas instituições que o relegam. Algo perigoso por ofuscar a realidade e favorecer equivocadas leituras de sucessos comerciais. Assim, resolvemos considerar este tema como o segundo segredo das Metas comerciais, relembrando-o de forma simples e didática, apesar da sua complexidade.

Abaixo sugestão de tabela que sintetiza o crescimento vegetativo sobre itens corriqueiros:


Importante: Vale ressaltar que a maior receita de uma Singular vem dos juros pagos, e esta renda deve fazer frente às despesas da estrutura, pessoal, reservas e ganhos aos acionistas. Portanto ela será motivo de desconforto da força de venda já que será elevado o valor corrigido da carteira, repondo as liquidações em taxa igual à média da carteira. De tal sorte que a manutenção do saldo original acrescido de seus juros não explicita ganhos reais de carteira, apenas correção vegetativa.
Obs: Quanto ao Planejamento Estratégico e Metas, pela suas especificidades, itens como Fates, Reservas, Inadimplência, Provisão, Despesa Administrativa devem ser geridos de forma única.

Reflexão Final: Em função de seus salários base, nossos gestores comerciais devem manter seus saldos atuais atrelado ao crescimento vegetativo do item, visando manter o poder de compra e competitividade destes saldos. Aconselhamos que seus Planejamentos Estratégicos, Planos Comerciais e Metas observem as ponderações aqui explicitadas e as do artigo acima citado.

Concordar é secundário. Refletir é urgente. 


Ricardo Coelho
Diretor da Ricardo Coelho Consult - Consultoria e Treinamento para Instituições Financeiras
Autor do livro: Repensando Banco de Varejo
ricardocoelho@ricardocoelhoconsult.com.br
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“Só o que muda, permanece” - Confúcio